- Fui acordada no meu quarto ensolarado pelo sorriso charmoso e olhos cheios de amor do meu pai. Meus 18 anos.
Nas mãos ele trazia uma caixinha preta com um anel de brilhante, uma pedrinha linda, engastada em platina. Abraço, beijo, desejos de felicidade! Não conseguia tirar os olhos do meu anel.
Meu pai amava jóias, comprava para minha mãe, dava de coração. Eu namorava aqueles brincos, colares, anéis, broches, brincava com eles longe da dona!
É claro que o velho Édipo estava lá no quarto com a gente quando ele me deu o anel.
Esse presente andou comigo pela minha vida: no meu noivado, casamento, no nascimento das minhas filhas, em festas, lavando louça, em brigas, acampamentos, momentos de amor…
Uma vez o encontrei no chão, brilhando solitário entre os pés da mesa de jantar. Minhas meninas também gostavam de brincar com as coisas da mamãe!
Numa formatura, consegui convencer minha filha arredia a brincos, enfeites e maquiagem a usar meu anel de brilhante. Afinal, ela havia concordado com o vestido elegante, saltinho, ia com o namorado… talvez o anel?
Muito contra vontade o usou no baile e ele foi perdido. Com medo de cair do dedo guardou no bolso do paletó do namorado que na hora da dança mais animada o tirou e pendurou nas costas da cadeira no enorme salão.
Hoje posso imaginar a aflição dela na hora de me contar. Naquele dia só fiquei louca. Fui até o salão de madrugada, procurei no lixo, os garçons me ajudando a revirar tudo, a olhar embaixo de cadeiras e mesas, meu marido tentando conter minha ânsia de chorar e gritar.
Voltamos pra casa, a formatura estragada. Me consolei desejando que ao menos alguém o achasse e fosse feliz com ele, feliz como fiquei quando o ganhei, feliz pelos anos em que o tive comigo.
Já se passaram 12 anos.
Hoje num estalo constatei que embora ele tenha sido perdido, a lembrança daquele dia cheio de sol, daquele sorriso, daquele amor, ainda brilha dentro de mim. Como todo objeto, ele era a representação física de um sentimento, sentimento que não se perde, emoção duradoura, o amor de meu pai que ainda está comigo, que também me fez o que eu sou. Nunca foi e nem pode perdido.
Também lembrei que meu pai morreu naquele ano, o ano do anel, mas ele ainda está aqui, dentro de mim, para sempre. Nunca foi e nem pode ser esquecido.
Espero que apesar de todas as mancadas que dei na vida, meu amor possa estar para sempre na lembrança e no coração das minhas filhas. Uma herança de reconciliação que não possa ser perdida.
Um diário sobre pratos do dia a dia, simples ou sofisticados, conforme a veneta da cozinheira, acrescido de pensamentos,comentários, dicas, explicações, confissões, desabafos, críticas, etc.
domingo, 11 de março de 2018
O anel de brilhantes Uma história curta de ganho, perda e reconciliação.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Croquete de Sobra de Picadinho…É o Prato do Dia!
Sobras… sempre tem depois da refeição. Não tanto que dê pra próxima nem tão pouco que se jogue fora sem dor no coração!
E de qualquer forma, não estamos em tempo de desperdício!
Croquetes são um grande quebra galho; toda sobra pode virar bolinho: bolinho de arroz, bolinho de talos, bolinho de espinafre…
Então que tal fazer croquetes com sobras de picadinho? Picadinho clássico, tipo carne com batatas ou legumes, frango com cenoura… Vc já entendeu né?
Então sobraram digamos, 2 xícaras de picadinho, e isso não dá pro jantar, então fazemos
Croquetes de sobra de Picadinho
É o Prato do Dia!
Ingredientes
2 xícaras de picadinho de carne, frango, etc e legumes
2 xícaras de água com sal ou tempero
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
1/2 xícara de queijo duro picado em lasquinhas (provolone, muçarela, minas)
2 1/3 xícaras de farinha de trigo
Farinha de rosca para empanar
Óleo que baste para fritar
Modo de fazer
Bata as sobras de picadinho na faca, no liquidificador ou no processador e reserve. Numa panela coloque a água e a manteiga ou margarina para ferver. Junte as sobras de picadinho.
Quando ferver a mistura, abaixe o fogo e coloque toda a farinha de uma só vez. Mexa vigorosamente com uma colher de pau ou espátula para misturar bem e depois continue mexendo até a mistura soltar do fundo da panela. Desligue o fogo e passe a massa para um recipiente untado.
Espere esfriar um pouco e retire porções para modelar os croquetes, colocando uma lasca de queijo no centro. Modele todos colocando numa bandeja.
Passe a mão em água ou leite, umedeça cada bolinho e passe na farinha de rosca ou panco. (Não, não precisa de ovo batido! Água ou leite fazem o mesmo efeito e o óleo não espuma durante a fritura!)
Aqueça o óleo em temperatura média, sem fumaçar, e frite 3 a 4 croquetes de cada vez. Retire e passe para um vasilhame forrado com papel toalha para enxugar a fritura. Não precisa fritar muito pois a massa já é cozida, espere amorenar a farinha e está pronto.
Quando todos estiverem fritos, sirva com lascas de limão ou pimenta.
Dá uns 30 bolinhos médios, ou seja, jantar para 4 pessoas se for servido com uma boa salada ou um prato de legumes.
Bom apetite!
E de qualquer forma, não estamos em tempo de desperdício!
Croquetes são um grande quebra galho; toda sobra pode virar bolinho: bolinho de arroz, bolinho de talos, bolinho de espinafre…
Então que tal fazer croquetes com sobras de picadinho? Picadinho clássico, tipo carne com batatas ou legumes, frango com cenoura… Vc já entendeu né?
Então sobraram digamos, 2 xícaras de picadinho, e isso não dá pro jantar, então fazemos
Croquetes de sobra de Picadinho
É o Prato do Dia!
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| Croquetes de sobras de Picadinho |
2 xícaras de picadinho de carne, frango, etc e legumes
2 xícaras de água com sal ou tempero
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
1/2 xícara de queijo duro picado em lasquinhas (provolone, muçarela, minas)
2 1/3 xícaras de farinha de trigo
Farinha de rosca para empanar
Óleo que baste para fritar
Modo de fazer
Bata as sobras de picadinho na faca, no liquidificador ou no processador e reserve. Numa panela coloque a água e a manteiga ou margarina para ferver. Junte as sobras de picadinho.
Quando ferver a mistura, abaixe o fogo e coloque toda a farinha de uma só vez. Mexa vigorosamente com uma colher de pau ou espátula para misturar bem e depois continue mexendo até a mistura soltar do fundo da panela. Desligue o fogo e passe a massa para um recipiente untado.
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| Massa pronta para croquete ou bolinho e lascas de queijo |
Passe a mão em água ou leite, umedeça cada bolinho e passe na farinha de rosca ou panco. (Não, não precisa de ovo batido! Água ou leite fazem o mesmo efeito e o óleo não espuma durante a fritura!)
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| Croquetes empanados em água e farinha panco |
Quando todos estiverem fritos, sirva com lascas de limão ou pimenta.
Dá uns 30 bolinhos médios, ou seja, jantar para 4 pessoas se for servido com uma boa salada ou um prato de legumes.
Bom apetite!
terça-feira, 19 de julho de 2016
Pão Integral com Batata na MPF… É O Prato Do Dia!
Faz um pão lindo, grande, cheiroso e excelente para fatiar, mesmo fatias finas para sanduíches!
A farinha integral acrescenta fibras à receita, além de vitaminas e sais minerais - as quais se perdem com o polimento do grão. Isso aumenta a saciedade e favorece o funcionamento do sistema digestivo.
Outra coisa boa é que você pode usar *flocos de batata no lugar da batata cozida o que adianta a receita e aumenta a leveza do pão. Fica mesmo do balacobaco! Garantido!
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| Pão integral de batata e cobertura de mix de sementes |
E vamos ao Prato do Dia!
Ingredientes
1 copo americano de purê batata (240ml - cozinhar na água e fazer um purê)*
1⁄2 copo americano de água (120ml - pode-se utilizar a água do cozimento das batatas)*
* Para flocos de batata use 3/4 copo americano de flocos de batata + 3/4 copo americano de água
2 colheres de creme de leite ou margarina
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar
2 copos americanos de farinha de trigo
1 copo americano de farinha de trigo integral
2 colheres de sopa de fermento biológico seco instantâneo
2 colheres de sopa de mix de sementes
2 colheres de sopa de maionese
Modo de fazer
Coloque na cuba da máquina a água e a margarina, o purê de batata, o sal e o açúcar. Junte as farinhas e o fermento e escolha a função Pão Integral e peso de 600gr.Observe se mais água se faz necessário.
*Eu uso a função Massa Levedada pois asso no forno a gás comum.
*Essa quantidade me rendeu um pão grande e um pequeno.
Quando estiver crescido, pincele a massa com maionese e polvilhe o mix de sementes.
*Caso asse no forno a gás, retire a massa da cuba, abaixe, molde e enforme. Pincele a massa com maionese e polvilhe o mix de sementes. Deixe crescer novamente e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC.
*Tudo na receita que se troca por flocos de batata e sua adaptação.
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| 2 pães integrais com batata |
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Salsichão Caseiro… É O Prato do Dia!
Uma receita super gostosa, para fazer com sobras ou pequenas quantidades de cada coisa. Serve para lanche das crianças, um jantar mais leve, um aperitivo junto com a cerveja… é muito versátil e todos os ingredientes podem ser mudados a gosto!
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| Salsichão caseiro de frango |
Algumas fatias de frios, meio peito de frango e complementos a gosto fazem uma comidinha que vai fazer a diferença!
Vamos ao Prato do Dia?
Salsichão Caseiro
Ingredientes
250 g de carne de frango crua e sem osso cortado em pedaços médios
100 g de bacon cortado em pedaços bem pequenos (ou presunto, salsicha, etc)
150 g de peito de peru defumado picadinho (ou mortadela, lombo, presunto, etc)
cebola, alho e bastante cheiro verde picadinhos
sal, pimenta-do-reino e sálvia picada a gosto
azeite
Modo de preparo
Modo de preparo
Coloque no processador (ou pique bem pequeno) a carne de frango sem osso, o bacon e o peito de peru. Junte o sal, pimenta-do-reino e sálvia picada a gosto e demais ingredientes e bata até formar uma pasta.
Transfira a pasta para um filme plástico, formando um rolinho, enrole e feche bem as pontas do filme e leve ao micro-ondas em potência alta por 5 minutos. Retire do micro-ondas e deixe esfriar. Retire o filme plástico, corte o salsichão em fatias e sirva em seguida.
Caso não queira fazer no micro-ondas, depois de enrolar no filme plástico, enrole de novo em um guardanapo de pano e feche as pontas dos dois lados com um barbante. Cozinhe em panela grande com água que baste para cobrir o rolinho por uns 15 minutos, ou até que esteja durinho. Retire, espere esfriar e corte.
Transfira a pasta para um filme plástico, formando um rolinho, enrole e feche bem as pontas do filme e leve ao micro-ondas em potência alta por 5 minutos. Retire do micro-ondas e deixe esfriar. Retire o filme plástico, corte o salsichão em fatias e sirva em seguida.
Caso não queira fazer no micro-ondas, depois de enrolar no filme plástico, enrole de novo em um guardanapo de pano e feche as pontas dos dois lados com um barbante. Cozinhe em panela grande com água que baste para cobrir o rolinho por uns 15 minutos, ou até que esteja durinho. Retire, espere esfriar e corte.
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| Pronto para ir ao micro-ondas |
Personalize sua receita acrescentando a gosto: pimentas picadas, cenoura picadinha, pimentão vermelho, picles, 100 g de queijo minas padrão ou outro a gosto, cortado em cubos pequenos ou qualquer outra coisa que imaginar.
Sirva com pão, salada verde ou de batatas ou ainda com purê. Ou faça sanduíches com pão macio e bastante salada.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Quando vier a primavera - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
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| A Primavera em Portugal é de tirar longos suspiros |
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando
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